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quarta-feira, 2 de maio de 2012


Ando com preguiça de escrever. Veja bem, não é exatamente "preguiça", mas um desanimo em relação à tudo. Fico pensando  se tanta exposição me faz bem, a cada dia acumulo mais responsabilidades, "responsabilidades" quanto a minha imagem, o que me desagrada muito. Chega um momento em que não se pode dizer tudo, ou qualquer coisa, a qualquer hora ou lugar. A palavra da vez é "ponderar", porque se eu quiser mesmo ter um relacionamento, ou um bom desempenho profissional, preciso também ser cada vez mais diplomática. E assim mais uma vez nos tornamos seres cada vez mais políticos, existe uma frase da Barbara Kruger que particularmente adoro, é mais ou menos assim: - "Uma reunião na ONU não é mais política do que um jantar em família". 

A política esta em toda parte, pois as relações de poder estão em toda parte. Mas não é só isso que me aflige. Sou do tipo de pessoa que vive um eterno "contentamento descontente"- como diria Camões. Já tive mais crises existenciais do que empregos registrados em carteira. Na verdade a crise não existe, o que existem são seus sintomas. E estes sintomas que me angustiam são apenas frutos de castrações de desejos.

No primeiro momento parece que estou insatisfeita com tudo, que o problema engloba todas as áreas possíveis, mas se afunilarmos um pouco as coisas, podemos simplificar para tentar dar conta. É importante tentar achar um motivo...

Vejo as pessoas tão submersas em suas rotinas, parece fazer tanto sentido para elas. Fico pensando se quando elas acordam também se perguntam como ou por que de tudo. Não vejo muito sentido em se viver para trabalhar e comprar coisas. Também não sei como me comportar nesses relacionamentos, não sei como alguém pode achar ter posse de outra pessoa, quando não se pode verdadeiramente nem ser dono dos  próprios pensamentos. Então, no dia-a-dia, fico escutando as conversar e algumas falas soam tão absurdas, mas quando viro e olho e em volta, percebo que aquilo é bem aceito no senso comum. Daí você começa a se sentir cada dia mais inapto ao convívio social.

E todas as vezes que tento me adaptar e não consigo, vem aquele sentimento de rejeição. Mesmo que você termine (antes mesmo de começar), com a pessoa mais babaca do mundo. Que não seja responsável pelo declínio do relacionamento, ou mesmo a "não existência" do relacionamento, não importa o que digam, no fim da noite quando encostar sua cabeça no travesseiro, todas as informações processadas serão simplificadas e condensadas em um sentimento de inadequação, rejeição, inferioridade, escolha a palavra que melhor lhe convir. O fato é que você não se enquadrou. 

Mas no fundo, não consigo ter vontade de me enquadrar, não consigo ver sentido nos jogos alheios. Queria muito estar entusiasmada e fazer mil e uma coisas no meu dia, só que não. Não vejo motivos que me levem a isto.  Fãs de quadrinhos sabem: "Quanto maior a força de vontade do usuário, mais eficaz é o anel." e eis que hoje justo ela é o que me falta.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


O Amor é Mesmo Estranho 

Ana Cañas

O que é que você vai fazer?
Se ele passar agora e não te ver
Será que você vai enlouquecer?
Se ela chegar com outro e não você
O que é que você vai pensar?
Se ele trouxer outra pro seu lugar
Como é que você vai ficar?
Se ela for embora e nunca mais voltar
Ah! o amor é mesmo estranho
Ah! eu amo, eu amo, eu amo
Ah! o amor é mesmo estranho
Ah! eu amo, eu amo, eu amo

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"Sem música, a vida seria um erro."

"A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende." - Arthur Schopenhauer

 
Hoje em especial não quero falar sobre minha vida, sobre tudo que me atormenta. A postagem de hoje é sobre música. Músicas e artistas que fizeram, ou fazem, parte de quem sou. 

Vamos começar com o britânico Eric Clapton, considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos fez jus as pichações nos muros que diziam: "Clapton is God"! Clapton sempre teve suas raízes ligadas ao blues, por isso escolhi quatro músicas do álbum “Sessions for Robert J” – O CD é praticamente um pedaço de céu em forma de música, trata-se da regravação  “muito bem selecionada” de algumas músicas do Robert  Johnson. Pra quem não sabe, ou não se lembra, Robert Johnson, influenciou grandes artistas durante anos como Led Zeppelin, Bob Dylan, The Rolling Stones... E se Clapton te considerava "o mais importante cantor de blues que já viveu", quem somos nós pra discordar.
Músicas:
Travelling Riverside Blues - (música que também foi gravada pelo Led Zeppelin)

Continuando com Clapton, quero registrar meu carinho pela regravação que ele fez de “Somewhere Over The Rainbow” – A música já é linda, sua interpretação ficou perfeita. Quase choro quando a escuto.
Se você estiver afim de uma overdose claptoniana, pode acrescentar a lista "Cocaine", “I'll make love to you anytime”,  “Early in the morning”,  “Watch out for Lucy” e a famosa “Layla”.  

Aproveitando o clima, que tal um pouco de Johnny Cash, "o Homem de Preto". Quem nunca chorou ao som de Hurt não sabe como o amargo também pode ser saboro.

E como não só de blues vive um coração, passamos a Queen. Selecionei duas músicas uma que já me fez chorar como criança e outra que sempre me faz sorrir. Porque Queen consegue ser isso, emocionar e te fazer sorrir com a mesma intensidade.

Mas se eu pudesse escolher duas músicas que ícones de quem sou, com certeza não poderia faltar  Psycho Killer, e a cereja do meu bolo "Joan jett" toda linda nos embalando ao som de I Love Rock N Roll

Existem também os clássicos, AC/DC, Aerosmith, kiss  e Metallica. Lembrando que acho obrigatório ter salvo sempre "ACDC 1976 - Dirty Deeds Done Dirt Cheap", "The best of Kiss"  e discografia completa do Led, porque é quase impossível escolher uma música quando todas são ótimas.

Forever - Kiss (vou casar com essa música)
I Was Made For Lovin' You  (me faz querer sair dançando)
Cryin

Como diria Nietzsche:

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."


Peço desculpas por ter deixado de fora Black Sabbath, Deep Purple e meu amado Led. Ficarão para próxima.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

109 anos de Drummond.

Talvez nenhum poeta no Brasil ou no Mundo, diga tanto a palavra "mundo", em seus poemas, como Carlos Drummond de Andrade (que tem ainda , por obra do acaso um duro mundo inscrito no nome)

Procura da Poesia

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nada mais bonito do que restaurar amizades.



fotografia "amizade" de Anna Ribeiro

Se eu tivesse que falar de amor, seria mais fácil, não que não seja amor, mas é mais, é um sentimento que transcende, que não prende, liberta, que não julga, acolhe. SE eu pudesse definir uma amizade, diria que é aquela conversa de madrugada, aquele desabafo, aquele bom dia que alegra o teu dia. Amigo é aquela pessoa que vai atravessar a cidade na chuva só pra te dar um abraço, e dizer que tudo vai ficar bem. Que vai matar aula, pra não fazer nada ao teu lado. Porque não fazer nada é muito bom, quando bem acompanhado. Eu queria mesmo era agradecer, agradecer pelas conversas as 3:30h da manhã, pelos conselhos, pelas broncas. Agradeceria até pelas brigas, porque brigar com alguém também é uma forma de dizer: “eu me importo”. Quero agradecer pelas vezes que fui acolhida, que abriu a porta de casa, abriu um espaço em sua vida e me permitiu ficar, permanecer ali, por um tempo indeterminado que beira o pra sempre.
Não tem palavras, não tem o que possa ser dito que expresse a satisfação de ter um amigo, não é só encontrar alguém com os mesmo gostos, afinidades, com histórias, sonhos parecidos, tratasse de não mais se sentir sozinho. Ter com quem compartilhar a vida, as tristezas, a pizza amanhecida, o desemprego. Dividir a cerveja e achar graça das piadas sem graça.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nada importa, se você não estiver aqui.

De vez em quando é permitido ser triste, é permitido chorar, deixar as lágrimas molharem todo o rosto. Soluçar, perder o rumo.  Não é fraqueza, trata-se de reconhecer a dor, saber que estamos perdendo algo importante, que a vida não seguirá a mesma.
Quando procurei confiança, encontrei, encontrei tudo que precisava em teu abraço. Carrego comigo uma parte sua, nos meus olhos estarão sempre o brilho que me ensinou a ter.
Você me ensinou mais do que a viver, me ensinou a ser forte, a ser leal, me ensinou a ser justa.
Espero um dia poder retribuir.

domingo, 18 de setembro de 2011

        Tenho tanto a dizer que nem sei por onde começar, a princípio digo que meu compromisso foi sempre com a qualidade daquilo que me proponho a fazer. Veja bem, isso não significa que tudo aquilo que realizo seja bom, com padrões elevados de qualidade, estou muito longe disso. Acontece que sou uma pessoa muito crítica, exijo demais, não só dos outros, mas principalmente com relação a mim, existe em minha mente o mundo perfeito, que tento reproduzir, busco fazer tudo da melhor forma possível.
       O fato é que essas críticas em demasia só têm feito me paralisar, não tenho escrito, desenhado, pintado, produzido, e agora percebo que nos últimos dois anos não me dediquei a nada, talvez por medo de não atingir as expectativas que imponho. Fico reclamando que à falta de dinheiro me impede de fazer as coisas, não fotografo porque não tenho câmera, abandonei o teatro por causa do trabalho, não tenho hobby, não fui viajar, não fiz aquela festa de aniversário, uma série de não realizações a qual sou diretamente responsável.
        Indago-me, o que realmente fiz pra que todas essas coisas que almejo fossem realizadas? Não guardei dinheiro, deixei de planejar, deixei os sonhos caírem no esquecimento, porque era mais cômodo. Mas chega uma hora que é preciso fazer, não pelos outros, mas por si. Parar de procrastinar, se mexer, dedicar-se a aquilo que deseja, talvez seja esta à hora. Ou será só mais uma dessas mil coisas que passam pela cabeça, que na manhã seguinte nem mais será lembrada.  Ainda não sei.